Bem vindo. Este blog tem por finalidade registar e divulgar informações sobre a Romaria e Festas a S. Gens e Nossa Srª do Rosário, realizadas entre 8 e 30 de Agosto de 2004, na freguesia de Boelhe, concelho de Penafiel. Recordar com a saudade vivida.

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Quinta-feira, 9 de Setembro de 2004

S. Gens: a vida e a origem das festividades

 

  

 

HINO AO PADROEIRO

 

S. Gens nosso Padroeiro

S. Gens nosso protector

Aqui vimos com tanta alegria

A teus pés implorar com fervor

 

Coro

 

S. Gens salvai este povo

De quem sois lá no céu protector

E no céu digamos com fervor

Dai-nos bênção do nosso Senhor

 

S. Gens salvai o vosso povo

S. Gens salvai Portugal

 

Nosso povo a teus pés implora

Nesta terra a ti consagrada

Que nos livres de todo o perigo

E defendas de tantos pecado

 

Escolhido tu foste por Deus

Padroeiro por nos tão amado

Não te esqueças de pedir no céu

P´ro rebanho a ti confiado

 

 

 

 

 

 

 

 Imagem de S. Gens

(Igreja Paroquial)

 

S. Gens, Advogado das Operações, é o padroeiro da freguesia de Boelhe, em honra de quem são realizadas as majestosas festas da paróquia, na última semana de Agosto, aliás uma importante romaria que atrai milhares de pessoas de toda a região.

 Em relação à vida deste santo, existem poucos documentos históricos e, por isso mesmo, poucas são as certezas mas tradicionalmente é considerado padroeiro dos actores e comediantes. Ao que parece, Gens viveu no tempo do imperador romano Diocleciano (fins do séc. III), era actor e, em determinada ocasião, representava o papel de um cristão a receber o Baptismo ridicularizando essa mesma situação. Foi nessa altura que recebeu a graça da fé e, terminada a sua representação, declarou-se cristão. Como esta nova religião era perseguida na altura e ele não quis retratar-se, foi condenado à decapitação.

 

Bem-aventurado estrangeiro, canonizado pela Igreja, quase desconhecido fora da região da sua naturalidade, o sudeste da França - região quase alpina e pouco distante, relativamente, dos lugares onde por certo viveu alguns dos primeiros anos da sua existência a piedosa princesa da Casa de Sabaioa. Predicador exaltado, que um dia, em plena juventude, se refugiara, com austeridades eremíticas, semelhantes às de S. Jerónimo, no agreste e despovoado chão de Beausset, aquele servo de Deus ali se mortificara e morrera por fim, ainda na flor dos anos, mas com tamanha fama de santidade que todo o povo das cercanias começara a render-lhe culto antes que a Igreja o elevasse aos altares.  

 

Como explicar verosimilmente a homenagem prestada ali, em tão obscura aldeia portuguesa, a um santo cujo culto conhecia aquém dos Pirenéus? 

 

Desde os mais distantes dias da sua infância, a generosa princesa italiana Mafalda, devia ter assistido a bem dizer, à glorificação de S. Gens, santo cuja popularidade era então muito grande; e não será ousado supor até que ela própria participasse alguma vez das peregrinações que em várias épocas do ano, sobretudo em Maio, levavam ao deserto de Beausset longas caravanas de romeiros do Piemonte e de Saboia.

 

D. Mafalda de Saboia, a mulher de D. Afonso Henriques, a primeira Rainha e o primeiro Rei de Portugal, apesar do breve reinado que encontro na terra portuguesa (12 anos apenas), deixou o seu nome vinculado a numerosas instituições religiosas, quase sempre de intuitos beneficientes, tal como a Albergaria de Canavezes e a Igreja Românica da Póvoa de Mileu. Falecera muita nova, em 1157. Recordada como "filha" de Boelhe, foi a mentora, responsável e obreira pela construção da Igreja de S. Gens de Boelhe, datada do século XII, hoje monumento nacional.

 

Por ser um desses veneráveis santuários e, mais ainda, um documento vivo dos progressos da nossa cultura intelectual e artística em tão bárbara época como aquela em que foi edificada, a Igreja de S. Gens de Boelhe relembra e dignifica o sentimento religioso que tanto fortaleceu aos nossos arqui-avós nas lutas intentadas para a conquista do quinhão territorial. Se não podemos duvidar de que o solo das verdadeiras pátrias é constituído pelas cinzas dos seus filhos mortos, não devemos também esquecer que só em certos lugares, convertidos em santuários pelos nossos antepassados mais remotos, se conserva ainda hoje, com maior pureza e mais alentadora fé, a alma forte da colectividade, o forte vitae espiritual do nosso mundo de irmãos.

 

As festividades actuais em Boelhe, nesta época, enchem-se de peregrinos para participar quer nas cerimónias litúrgicas de Sábado e Domingo, quer no arraial que apresenta sempre bons artistas musicais e populares, ranchos folclóricos, grupos de bombos, as melhores bandas filarmónicas e as sessões de fogo de artifício. Ano após ano, o ritual repete-se. A par das festividades da Sr.ª da Saúde (Abragão), Sr. dos Romédios (Rio de Moinhos), S. Simão (Urrô) e S. Martinho (Penafiel), estas são as festas que atraiem peregrinos de toda a região norte de Portugal, consideradas uma das maiores de todo o concelho.

 

Quer se goste ou não, estas celebrações são o expoente máximo da nossa freguesia, e para tal todos somos convidados a colaborar para a sua realização. Como será sem ela?

Todos aqueles que nela participam, de braços abertos são recebidos – saibamos receber quem nos visita... Uma palavra de gratidão a todos os “festeiros e mordomos” das comissões de festas, não esquecendo os que já faleceram.

Bem hajam São Gens, Nossa Senhora do Rosário e todos aqueles que trabalham e dignificam as festas em honra aos nossos santos padroeiros.

 

 

 

 

Fontes: Paróquia de S. Gens de Boelhe (na pessoa do Sr. Pároco Luciano Lagoa), Jornal "Villa Bonelli", "Boletim 62 e Cadernos da Igreja de S. Gens de Boelhe" da autoria da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (1950) e "Igreja de S. Gens de Boelhe" da autoria de Teresa de Céu Guimarães (Sólivros de Portugal, 1994)

 


publicado por a nossa terra às 17:42

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1 comentário:
De Baile a Baile a 9 de Dezembro de 2010 às 16:09
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